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#1232 - 'layla', Eric Clapton

Posted by | Posted on 22:52:00

Como vocês sabem, produzo muitos podcasts e, principalmente, ouço muitos podcasts.

Conversando com Tiago Andrade, notei que era hora de falar da "Síndrome Nerdcast".

Nerdcast, para quem não sabe, é o podcast produzido pelo site Jovem Nerd, do Alexandre Ottoni e do Deive Pazos, caras bem bacanas. É um dos primeiros (quiçá o primeiro) no Brasil, tem público consolidado, é sucesso, tem anunciantes e foi a primeira referência do ramo para a imensa maioria dos atuais produtores de podcasts no país. Se é sucesso, digo que é merecido.

Porém, o que acontece é que se pegou o Nerdcast como Bíblia para podcasts.

Como assim? Eu explico.

No Nerdcast temos uma abertura, sempre no esquema apresentação + frase bacanuda. Tipo "Eu sou Vinícius Schiavini e pra mim Jacob é um duende" (sim, já falei essa). Aí rola a vinheta, com o quadro de e-mails, comentários e anúncios. Depois volta para o tema da semana, com vírgulas sonoras, trilha de fundo. Ok.

Uma abertura é boa pra identificar. Trilha de fundo torna tudo não-entediante. Quadro de e-mails mostra respeito aos ouvintes. E tudo mais.

A partir daqui, vou generalizar.

Mas aí TOOOOOOOOOODOS os podcasts colocam pessoas fazendo frases bacanudas. E quadro de e-mails no começo. Fazendo minha mea culpa, o Dimensão Nerd tinha uma estrutura igual e agora tem algo similar, mas ligeiramente diferente (o locutor chama o participante, que fala o que quiser, mesmo um oi). Jogar o quadro de e-mails no fim do programa foi considerado "suicídio". No meio, então, maluquice.

O modo de edição de vozes, segundo o próprio Pazos em entrevista, é colocado para cortar respirações e espaços, dando agilidade. Isso é ótimo, dá dinamismo. Mas alguns interpretam que mesmo pausas dramáticas devem ser cortadas. Já vi boas piadas se perderem com essa pressa.

E os temas? O Nerdcast se divide em entrevistas, bate-papos entre amigos e bate-papos mais informativos, instrutivos. Entrevistas possuem uma estrutura da qual não dá pra fugir muito.

Programas instrutivos são sempre bem-vindos quando reúnem opiniões e experiências pessoais com informações. JWave sobre os programas clássicos da TV Cultura, no qual humildemente participei, foi divertido e lembrou elencos, temporadas de séries e curiosidades. Que venham mais e mais programas que acrescentem.

Bate-papos entre amigos possuem um limite, uma linha tênue. E ele vai pelo assunto mesmo. Se vários podcasts com pessoas que vem de uma mesma estrutura social, com experiências similares, abordam o mesmo assunto pela pura vontade de falar de algo, a tendência é de todos passarem a ser repetitivos. "Vamos falar de filmes que adoramos" terá muitas vezes Curtindo A Vida Adoidado, por exemplo. Ninguém é proibido de falar do que gosta, e o filme é ótimo, mas aí entramos no ponto a seguir.

Já que existem muitas pessoas inteligentes e capacitadas, vamos trabalhar para que cada podcast tenha seu formato. Dimensão Nerd tem as notícias culturais mais bacanas com pessoas comentando com bom humor, aí vão e copiam. Papo Na Calçada é um bate-papo entre amigos, mas é sua proposta, e sempre com assuntos diversos ao mesmo tempo. Retrocomputaria tem um assunto específico e um ineditismo incrível. Máquina do Tempo busca as raízes do rock. Spin-Off comenta o que rola de bom na televisão naquela semana. Radiofobia é como se programa de rádio fosse. Sabe, formatos diferentes.

A podosfera precisa respirar. Tudo começou com o Nerdcast, e por isso deve-se buscar inspiração, não "copiação".

#1231 - nada

Posted by | Posted on 12:28:00

Ficou bonito esse visual, né?

Dá até vontade de escrever mais.

Aguarrrrrrrdem.

#1230 - 'nerdcast #194', Alottoni e Azaghâl

Posted by | Posted in | Posted on 00:58:00

FRASE DO DIA!

"Se eles realmente queriam que os estudantes de colegial estudassem História, deveriam chamar o livro didático de 'A Merda Foda que Realmente Aconteceu'."
(Olivia Wilde)

#1229 - Radiofobia #23, Leo Lopes e Quessa

Posted by | Posted on 11:53:00

Como foi seu Carnavale?

O meu foi... desligado. Desligado da internet, fazendo só a edição do Dimensão Nerd 75.

Sábado foi dia de churrascão a beira da piscina e Domingo teve Missa com o Bispo. O Bispo é um cara bem legal, e os Acólitos, Cerimoniários, Padres... todos calmos e tudo saiu como planejado. A tarde, bora editar e montar o DN.

Segunda-feira, sendo acordado bruscamente às 9h30 da madrugada para irmos até Itú. Fomos ao Pesqueiro/Pousada Maeda. Pra ter ideia, é um pesqueiro GIGANTE, com peixes de tudo quanto é tipo. Mas é a MENOR das atrações, já que tem um vasto restaurante, passeios para um trio de árvores gigantes (subi 22metros até chegar no último mirante delas). Tirando o Sol MATANDO, foi tudo muito bom. Dia satisfatório.

Na terça não fomos tão longe mas, na parte da tarde, fomos a um parque de São Bernardo. Os parques de lá são menores que os outros, mas mais bem cuidados, com pista de corrida em asfalto, parques melhores para as crianças... enfim. Muito bom levar a sobrinha lá.

Agora, Quarta de Cinzas, é momento de refletir. Começa a Quaresma.

Lembre-se: pelo sagrado ou pelo quebrado.

#1228 - editando Dimensão Nerd #75

Posted by | Posted on 23:52:00

Carnaval.

Pra manter a tradição, sigo no estilão NO CARNIVAL.

Estou aqui editando o Dimensão Nerd. Pra quem não sabe, o Tiago edita as vozes e eu faço a "montagem" (trilha, efeitos, vinhetas) e ponho no ar. Porém, após editar o programa TODO, o PC do Tiago deu problema, e cá estou eu editando.

Mas este sábado foi bom. Minha irmã e meu cunhado montaram piscina, e hoje fomos todos pra lá pra comer churrasco (hmmm, carne).

Ah, como é bom.

O problema? O Sol, que deixou minha pele vermelha, pedindo por um câncer.

Neste Domingo tem Missa com o Bispo. Ou seja, neste calor vou derreter dentro da bata.

#1227 - 'máquina do tempo #44'

Posted by | Posted on 00:07:00

Eu perguntava onde está Marcia Marques.

Eu ACHEI Marcia Marques. Melhor dizendo, Marcia Marmore. M.Mars.

AEEE!

#1226 - community 1x4

Posted by | Posted on 00:45:00

E então era uma dezena.

Havia a que espalhou luz e havia a que encarou o abismo sem medo e voltou.

Havia a que olhava para frente e a que só olhou para trás.

Havia a que veio de um lugar que ainda não conhecemos e a que ainda virá.

Havia a que carregou a cruz, a que entendeu a cruz, a que não entendeu nada naquele momento e se tornou crucial e a que liderou no final quando o final era o começo.

Pelo sagrado ou pelo quebrado.

#1225 - 'here comes your man', The Pixies

Posted by | Posted on 00:11:00

Domingo passado foi meu aniversário.

Não fiz muita coisa: saímos pra almoçar em um dos meus restaurantes favoritos (especializados em frango) e a noite juntamos a família pra bater papo e tudo mais.

Teve ano que quis fazer festança. 8, 9 anos, por exemplo. Enchia a casa de gente. Mas já aos 25 fomos fazer um churrasco na beira da represa, com o Sol a pico e tudo.

Mas... Em determinado ano, eu ESQUECI do meu aniversário. Fui pro trabalho normalmente e as pessoas vinham "Parabéns!", e eu "Hã... por que?", perdido. Ia pegar chocolate na máquina e alguém me cumprimentava. E demorava pra sacar o motivo.

Foi um dia triste, lembrando bem. Chegando em casa, eu queria me esconder por ter esquecido.

#1224 - 'máquina do tempo #3', Ock-Tock

Posted by | Posted on 16:32:00

Antes de falar como foi a Campus Party, vamos cantar Ex-Quadrilha da Fumaça?

Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça

Fumaça que sai do fogo que nunca vai apagar
Estamos de volta e ninguém pode nos parar
Botando pra quebrar e sem sair de cima
Arrebentando nas piadas ou não eu tô na rima
Tudo bem, é perigoso e sei que é arriscado
Quando pego o microfone e junto com dois convidados
sinfonia número 5 e o resto é só traça
Que droga, que droga! Não baixa, não baixa!

Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça

Entoxicados pra ignorância reinam os ursos canhotos
Mais uma vez se apresentam pra missão
E Dimensão Nerd e a Kombo trazem um combo certeiro
Chutando o rabo do paga-pau brasileiro
Que foje da verdade como carta fora do baralho
E ainda quer cascalho caralho Mas Desta vez eu me movo
De novo sempre é quinhentos negos achando que vão criticar
Tenta segurar até a última vinheta

Triste é que esta jogando 12 por 18 e tentando se esquivar
Os caes ladram mas a caravana nunca vai parar
Dimensão Nerd na onda jogando bombar no ar
Por vocês o sangue não vai derramar

Intão rapá, o que que há?
Dimensão Nerd na área, quem disse que ia acabar?!
Ninguém vai me tirar o prêmio, eu vou tirar seu sono
Com o júri que você nunca vai roubar
Tosse na fumaça que deixamos com edição e trilha
Você pode não ser puta, mas pode ser filha
Eu boto pilha e já avancei uma milha
E eu sigo tranqüilo com Koetz, já na família


Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça
Adivinha doutor quem tá de volta na praça?
Dimensão Nerd! E só o nosso é que tem graça

Querem me calar, mas olha eu aqui denovo

#1223 - 'kombo kampus #1'

Posted by | Posted in | Posted on 00:06:00

Ufa.

É, vou começar assim minha "análise" sobre este louco dia louco expressando como estou cansado.

Chegando à Campus Party 2010, já encontro Tiago Andrade, sócio da Kombo (Carla, onde está você?). Registrado como Imprensa, já trombo com o Mobilon. Por consequência, percebo que quase pisei na Mirian Bottan, que NÃO ME VIU.

Antes que perguntem, Maira Bottan não foi. Perguntaram bastante dela. Fez falta.

Daí, entrando na Campus, já vem Rafael Pepe, o Pequeno Polegar da Kombo, o Bono Vox de Marília, saltitante. Sério, haja energia nesse cara. Logo em seguida trombamos com Malcomtux e Ana Modesto.

Com a primeira palestra de podcasts rolando, conversei com Eduardo Sales, Eduardo Moreira, Wagner Brito... Ligamos pro Marco Gomes para chamá-lo de viado... Alottoni e Azaghâl chegaram para sua palestra. Marco, do QG.Net, chegou sofrendo com a chuva.

Tava formada a Karavana da Kombo Podcasts.

Daí tive a ideia do Kombo Kampus, o primeiro podcast BERRADO da podosfera. Nessa gravaram, além de alguns dos já citados, Vanessa Medeiros, Marcelo Salgado, Isabela Cabral, Falcão Azul...

(Antes que me esqueça, o segurança da recepção foi bacana. Ao contrário do estigma.)

Na saída, chega Pastor Claybom (CARREGADO... foi antes pros Andes, Pastor?), trombo de novo com Mirian e encontro Dani Koetz, que faz doce ("Mas, bah, já tá indo, Vini?" podia se tornar meu ringtone) e pede para eu ir quinta. Bazinga, Dani, eu vou.

Paramos para comer no Habib´s e embarcamos. Quinta e sexta estão vindo. Aguardem!

E o primeiro Kombo Kampus está no ar na Kombo! PÓN!

#1222 - 'como vovó já dizia', Raul Seixas

Posted by | Posted in | Posted on 01:24:00

FRASE DO DIA:

"O Palmeiras é como safety car, só fica na frente quando não vale nada"

por Flavio "Porps" Moret

#1221 - 'Águas de Março', Elis Regina e Tom Jobim

Posted by | Posted on 17:36:00

Quando você está se achando muito, acha que está com tudo, pense na minha vó.

Por que?


Vóvis te despreza.

#1220 - 'whiskey in the jar', Metallica

Posted by | Posted in | Posted on 23:45:00

Ah, a praia. O verão.

TOCA O HIT DO VERÃO!!!

#1219 - 'more than a feeling', Boston

Posted by | Posted on 10:21:00

Ah, bem-vindos a 2o1o.

Começa agora um novo ano e, seguindo as tradições de nossos ancestrais que torciam por uma boa colheita, energias renovadas nos cercam.

Tenham todos um bom ano. 2o1o será fascinante. Eu sei.

#1218 - 'anos dourados', Tom Jobim e Chico Buarque

Posted by | Posted in | Posted on 00:01:00

"Mas quando eu me lembro, são anos dourados."

Todo ano eu fazia a Retrospectiva, puxando coisas que disse durante o ano. Não farei isso dessa vez. Farei diferente. Vou lembrar o que aconteceu em 2oo9.

2oo8 eu anunciei como um ano Megaboga, e assim foi. Então, eu comecei a dizer que 2oo9 seria um ano Fodástico.

Mas, pra alguns, eu disse que o ano era MEU.

Bom, em Janeiro houve a Campus Party onde, além de conhecer algumas pessoas incríveis, foi quando foi formada a Kombo Podcasts.

Aliás, as duas coisas são ligadas. Com a nova direção artística (e posteriormente jornalística, já falo disso), o Dimensão Nerd e posteriores projetos da Kombo Podcasts permitiram a Tiago Andrade e a mim conhecermos pessoas incríveis, com quem começamos a trabalhar e criar amizades. Eu poderia citar Tiago Soares, Rafael Peregrina, Marcus Nunes, Rafael Portillo, Lucas Quedevez, Eduardo Moreira, Fabio Ciccone, Alex Caieiro, Isabela Cabral, Laila Theodoro, Leo Lopes, Quessa... Tem muitos nomes. Desculpe.

Nisso, em outros projetos, como Bloggers, que segue em alto nível, poderia citar o grande Nick Ellis, Interney e outros.

Com a Kombo, com a Silly Walk Brasil, com outras frentes, mulheres incríveis sem as quais não consigo imaginar minha vida neste ano, como Milena Gouvêa, Mirian Bottan, Maira Bottan, Yasmine Monteiro, Christiane Marques, Fernanda Pineda...

Aí você se pergunta o que eu ganho, por exemplo, com a Kombo, além destas pessoas, e eu digo que posso dizer que a Kombo vai muito bem, obrigado. Sem contar, claro, o reconhecimento com o Prêmio Podcast de Melhor Podcast De Notícias segundo o Júri Especializado.

Na fronte jornalística, o PsicoNews se estabeleceu como uma agência independente confiável, indo direto ao ponto e fazendo uma cobertura respeitável, ganhando créditos com vários profissionais do meio.

Nisso temos o restante do Schias Group, incluindo os blogs, onde pessoas incríveis como Isabela Cabral, Rodrigo Serrano, Eder Souza, Diego Queiros e outros de igual talento.

Pra quem não sabe, eu sou dedicado à Igreja e, neste ano, conseguimos desenvolver muita coisa com o Grupo de Jovens, com a Crisma e, claro, eu diria que o ponto alto foi que organizei a Missa do dia 24/12, uma das mais importantes do ano todo. Bateu aquele nervosismo, claro, mas com a ajuda dos amigões Crezo Marquezini Jr., Karina Schmik e Daniela Capilla, igualmente responsáveis pelo sucesso, tudo correu muito bem. Crezo, que surgiu no começo de 2oo9, infelizmente logo irá embora para seguir o caminho para se tornar Frei.

Quanto à minha missão de vida, que é a Tropa, onde posso reclamar? Com somente pessoas incríveis neste grupo, como alguns já citados acima, Alexia Almeida, Agnes Bucci e Georgia Pieroni, entre outros, há aí a prova de que Confiança é a chave.

Não posso deixar de citar pessoas que caminharam comigo espiritualmente, falando o que eu precisava ouvir ou no mesmo idioma, como o Pastor Claybom, uma pessoa extremamente capaz de ajudar qualquer pessoa, e Shaiala Marques, um verdadeiro cristal de luz celeste que me ajudou em momentos difíceis.

Se você se perguntar se eu não vou agradecer minha família, fique calmo: eles estão comigo o tempo todo. Mesmo vindo do futuro.

E eu não poderia encerrar sem falar das Padawans. No começo do ano eram duas, sendo que uma ainda tinha muitas dúvidas. Agora o número aumentou um pouco (tá, cinco vezes), a responsabilidade também... Mas, vendo cada uma, eu não poderia ficar mais feliz. Digamos que, se Rafaela entrasse aqui em casa e me desse um tiro de tanto ódio que sente por mim, eu morreria feliz ao pensar nelas.

Foi um ano extremamente fácil, pra você e eu e todo mundo cantar junto? Não.
Foi um ano divertido? COM CERTEZA.

Profissionalmente, pela Wizard (Flex!), Kombo, PN e tudo mais (que vocês talvez nem tenham ideia - AINDA). Espiritualmente, pelas Padawans, pela Tropa, por tudo. Pessoalmente, porque sou sortudo pelas pessoas únicas que conheci neste ano ou que conheço desde sempre.

É, eu posso dizer que este ano foi MEU.

Já 2o1o? Este será um ano... empolgante, afetuoso... Será um ano fascinante.
Pode crer: eu sei o que digo.

#1217 - 'merry xmas (war is over)', John Lennon

Posted by | Posted on 14:13:00

Então isto é Natal, e o que você tem feito? Um ano acabou, e outro começou.
Então isto é Natal. Espero que você se divirta. O próximo e o querido, o velho e o novo.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

Então isto é Natal, pro fraco e pro forte, pro rico e pro pobre. O mundo está tão errado.
Então feliz Natal, pro negro e pro branco, pro amarelo e pro vermelho. Vamos parar todas as brigas.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

Então isto é Natal, e o que nós temos feito? Um ano acabou, e outro começou.
Então isto é Natal. Espero que você se divirta. O próximo e o querido, o velho e o novo.

Então Feliz Natal e um Ano Novo Feliz.
Espero que seja um bom, sem qualquer medo.

A guerra acabou, se assim você quiser. A guerra acabou agora.

#1216 - 'violet hill', Coldplay

Posted by | Posted on 22:09:00

Era um longo e obscuro Dezembro. Dos telhados, lembro que havia neve. Neve branca.
Claramente me lembro das janelas, onde eles nos viam enquanto congelávamos.
Com o futuro todo pensado por um monte de idiotas, melhor você se abaixar.

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Era um longo e obscuro Dezembro, quando os bancos viraram catedrais.
E a névoa se tornou Deus.
Pregadores se apegam às Bíblias como se fossem seus rifles.
E a cruz pendurada ao fundo.

Enterre-me em minha armadura.
Quando eu estiver morto, um amor voltará e desabrochará.

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Eu não quero ser um soldado cujo capitão de algum navio afundando estaria longe.

Se você me ama, por que me deixar ir?

Levei meu amor até a Colina Violeta, onde sentamos na neve.
E ela ficou parada.

Se você me ama, não vai me deixar saber?
Se você me ama, não vai me deixar saber?

#1215 - 'the end of the end', Paul McCartney

Posted by | Posted on 22:52:00

Paul McCartney fez uma música onde fala como seria "O Fim do Fim", ou seja, o dia em que ele morresse.

Isso me fez pensar: como deveria ser o dia em que eu morrer?

No dia da minha morte, muitos não vão acreditar. Vão achar que é uma das minhas gigantescas piadas. Ou coisa do tipo. Vão achar que eu sumi, mudei de nome, fui pras montanhas (corram para as colinas?).

Alguns vão chorar, e vão ter aqueles que vão falar que, eu sendo quem sou, o melhor seria não chorar, mas contar piadas. E das sem graça que eu costumo contar.

Outros vão ficar bem, e vão se perguntar o porquê disso. Aí vão chegar à conclusão de que não se importam muito, na verdade.

Dali a dois ou três dias, tirando duas ou três pessoas, todos tocarão suas vidas. E não haverá diferença alguma.

Já eu estarei num lugar bem melhor que esse, e me perguntando se eu merecia estar lá.

No fim do fim.

#1214 - 'terceira do plural', Engenheiros do Hawaii

Posted by | Posted on 23:26:00




Até quase o final da quinta temporada de House, eu resenhei cada episódio da série do médico interpretado por Hugh Laurie, até que o passei para Chris Marques, que o faz de forma mais elegante, apaixonada e rápida que eu, lá no Fala Série.

Mas não pude deixar de pensar em tanta coisa que aconteceu no final da quinta temporada e começo da sexta.

Devo avisar que, a partir daqui, não pretendo me conter em comentar possíveis SPOILERS, ou seja, acontecimentos que não foram ao ar na TV aberta (uso como parâmetro a TV aberta, já que todos possuem acesso a ela).

No final da quinta temporada, House percebeu que seu uso exagerado de Vicodin chegou ao ponto dele ficar viciado e tendo alucinações extremamente complexas, como uma noite com Cuddy (Lisa Edelstein) e, em um pedido de ajuda, é levado por Wilson (Robert Sean Leonard) para uma clínina psiquiátrica. Enquanto Wilson, um verdadeiro amigo, o leva até lá com desolação, todos os outros estão no casamento de Cameron (Jennifer Morrison) e Chase (Jesse Spencer).

Isso já me fez pensar, em uma fria quinta-feira, o quanto nós todos podemos nos apegar a algo para nos manter em pé. No meu caso, a cafeína. E, desde então, tenho buscado diminuir a quantidade e me tratar de outras maneiras. Estão me ajudando nisso a minha mãe, a minha grande amiga Agnes e outra grande amiga, a minha primeira Padawan.

E aí veio, depois, o começo da sexta temporada, com House na clínica em um episódio especial de 80 minutos (com intervalos, 120), sofrendo, suando e depois tentando ficar melhor também psicologicamente. Descobrindo o verdadeiro amor e o perdendo, ele se vê perdido, quebrado, arrasado. Quando vê que não existe saída a não ser melhorar, ele pede ajuda.

Nisso temos Alfie, seu colega de quarto que possuem transtorno bi-polar, salvo engano, e não quer saber de tomar os remédios e se acha superior a tudo aquilo. Ele sim me chamou a atenção. House o deixa furioso quando ouve do médico que a única saída é, sim, aceitar a terapia e encarar a opção de ficar melhor.

Quando Alfie vê House indo embora, feliz mesmo sem saber que mundo o aguardaria (e isso, por si só, é uma premissa extremamente interessante), Alfie procura a médica e pede por seus remédios. “Eu quero ficar melhor”, diz ele.

O que nós todos podemos fazer para ficarmos melhores, para sermos melhores? Buscar esquecer rusgas e mágoas, tentar viver da forma mais natural possível, sermos mais sinceros e amigos? O que nos custa, aliás, um pouco de cordialidade? Hoje em dia parece que o que importa é só continuar subindo, sem notar que, enquanto subimos uma escada, do outro lado pode haver uma ladeira na qual cairemos.

Séries não foram feitas apenas para nosso entretenimento. Fico feliz quando alguma série me dá a oportunidade de pensar, refletir no meu eu e na evolução que devo buscar.

#1213 - 'livin´ la vida loca', Ricky Martin

Posted by | Posted on 23:25:00


Jurei para mim mesmo que ficaria afastado da maioria das séries da atual temporada 2009/2010. Mas não consegui totalmente, até mesmo por querer experimentar e testar o que todos falam.

Duas séries se destacaram dentre as novas: Glee e The Vampire Diaries, da Fox e CW, respectivamente.

Glee eu assisti dois episódios por pedidos de amigos, que disseram que é sensacional, a nova revolução e todo aquele bla bla bla que vocês devem imaginar. Vampire Diaries eu assiti cinco episódios na casa do meu irmão, enquanto jogava Scarface. É, eu consigo fazer isso. Aliás, Scarface só melhora conforme você evolui, e eu decidi primeiro destruir todas as gangues para depois evoluir.

Enfim.

Glee é sobre um professor de espanhol que decidiu reativar o clube do coral da escola (o Glee Club) e, para isso, acabou contando com a falta de apoio do diretor e com um belo grupo dos considerados “losers” em colégios americanos. Entenda que lá existem os grupos e, claro, o preconceito com aqueles “diferentes”. O cadeirante, o fashion, a gordinha, a cantora. Todos eles foram parar em Glee, e a vontade do professor é até de superar o time de líderes de torcida. The Vampire Diaries conta a história de uma moça, Elena, que conhece um rapaz no colegial e se apaixona por ele, sem saber que ele é um vampiro. Seu irmão logo aparece disposto a conquistar a moça mais para enfrentar o caçula.

Glee é do mesmo criador de Nip/Tuck e Popular, o que me assustou muito. NT é uma série muito estranha e bizarra a ponto de eu nunca ter tido vontade de ver dois minutos, e Popular era bem teen e boba. The Vampire Diaries é da CW, emissora de pérolas como Gossip Girl, 90210 e a novíssima Melrose Place. É, eles possuem dois remakes de séries teen dos anos 90 (Barrados no Baile e a primeira Melrose Place).

Glee tem alguns números musicais interessantes, mas é tudo muito inverossímil, como a líder de torcida linda e safada que, subitamente, vejam só, sabe cantar porque o namorado, capitão do time de futebol americano que zoava os “losers”, descobriu que adora cantar, principalmente com a morena lindinha com quem divide os vocais principais. Rehab, da Amy Winehouse, é interessante nesta versão, mas que coral de colégio seria permitido a cantar isso? Gold Digger e Le Freak, então, nem se fala.

Apresentando os personagens, achei tudo raso demais, simplista demais, e sempre querendo trabalhar aquele lado de “os losers superando tudo”, mas cai tudo naquele clichezão que cansa e não leva a nada. Ficaram com medo de ficar algo muito crítico e, nisso, caíram em um novelão teen que não tem uma vivacidade colorida de alguma série do Disney Channel nem o estilo de vida impossível de ser realista de um 90210, por exemplo, onde um rapaz de 16 anos dirige um Lamborghini. Ele pode ser filho do Rei, mas quem dá um Lamborghini para um adolescente destruir?

Enquanto Glee, do qual eu esperava alguma coisa, me decepcionava, devo dizer que Vampire Diaries me surpreendeu. Para entender, lembre-se ou saiba do que se trata True Blood: mulher se apaixona por vampiro numa cidade pequena e tem várias pessoas com poderes estranhos ou sobrenaturais, envolto em muito sexo e sangue.

Vampire Diaries é True Blood Teens.

A trama segue a mesma estrutura, sem a fala tão caracterizada (afinal, eles querem um inglês certinho para vender para fora) e, claro, sem o sexo (um beijinho até vai, uma incitação também). Mas tem a moça, tem vampiros, tem pessoas com poderes e tem reviravoltas de personagens nos quais apostávamos baterem as botas. Tem uma clima denso, como algo envolvendo vampiros tem que ter (foi um dos dois acertos de Crepúsculo, aliás), e um tanto quanto mórbido quando Ian Somerhalder, de Lost e Smallville, aparece como o irmão maligno que tem orgulho de ser vampiro.

Não sei se Vampire Diaries promete, mas bem mais que Glee. Não pare de acreditar.