Na próxima semana, acabam Lost e 24 Horas. Duas séries que mudaram a história da televisão.
24 Horas trouxe o conceito do tempo real mas, acima de tudo, do mundo real, e de um personagem que é reflexo da sociedade que o cerca, seja ela torturadora ou apaziguadora. Trouxe a ação para a telinha sem exageros ou clichês, e todos os clichês e plots redundantes que agora existem em qualquer produção de drama surgiram dele. O "não confie em ninguém", a câmera que se torna observadora a ponto de acharmos que há alguém escondido, o roteiro não nos mostrando tudo quando queremos...
Jack Bauer é um personagem já icônico. Traz as virtudes de um heroi aparentemente imbatível, como os brucutus dos anos 80, com as fraquezas e a humanidade dos herois da Marvel dos anos 60. Por isso que Rambo agora é considerado violento e sem alma, enquanto para o Homem-Aranha falta pulso. Porque Jack Bauer é o melhor de dois mundos. Ao mesmo tempo que sabemos que a história se tornaria grandiosa com sua morte, sabemos que ele, em seu plano, é insubstituível.
Disso surgiu Jack Shephard, e temos Lost. Brincando com a "caixa de mistério", conceito que J.J. Abrams agora aplica à exaustão, Lost trouxe a questão de não só não sabermos tudo, mas não sabermos praticamente nada. A cada episódio, a cada momento, começamos a descascar essas "cebolas" que são os elementos da série. Polêmica, perdeu público devido a sua complexidade, por seu rumo do científico ao místico. Trabalhou o conceito de flashbacks e derivados (flashforwards, por si só, geraram um novo produto cultural televisivo), além de trabalhar para o grande público coisas como viagens no tempo. Algo muito corajoso e com grande chance de dar errado.
Mas o principal é o impacto junto ao público. Mas não o público que fica na internet, baixa seriados e comenta tudo no Twitter. Falo do público que pega ônibus, que vê novela, que gosta de quermesse, ou como queira classificar o público que, antes, não tinha tanto acesso a seriados no formato de seriados.
A Globo sempre exibiu séries como programas sortidos, ou diariamente, sem qualquer anúncio. A Sessão que vinha onde agora é a Malhação tinha um programa por dia, mas algo sem qualquer vínculo, sendo geralmente comédias ou programas de ação de roteiro fraco.
Jack Bauer ganhou capa de revista de fococa. Teve resumo dos episódios de Lost da semana, como se novela fosse. Hoje em dia você pode falar Jack Bauer com a mesma firmeza que fala Mickey Mouse, e todos entendem. Essa é a grande conquista, porque não se pode negar que são obras culturais muito bem produzidas e inteligentes. 24 Horas tem tramas conspiratórias governamentais que exigem que você observe as nuances do que cada um fala. Lost o manda trabalhar sua memória e entender conceitos novos.
Que sentirei falta de 24 Horas e Lost não há dúvidas. São, nessa ordem, minhas duas séries favoritas do momento (nada substitui Chaves, Anos Incríveis ou My So-Called Life). Terei de buscar algo que supra minha vontade de ver séries de ação empolgante e de mistérios. Fringe taí, respondendo com mais velocidade.
Mas o importante é que se tenha na cabeça que uma obra magnífica sabe a hora de parar. 24 Horas e Lost tiveram seus problemas, mas precisam terminar.
Como disse uma vez Mister M: "O mais importante de revelar o truque da mágica é que você força os outros a criarem mágicas melhores."
Vou falar: não sou fã de acompanhar futebol aqui no Brasil pelo simples fato que as torcidas e a politicagem enchem o saco. Muito. Se seu time perde, além dos duzentos e vinte motivos internos, ainda tem o cara que vem querendo te azucrinar.
Hello, eu não jogo no time, eu não sou acionista, eu não fiz aposta, e geralmente eu nem sei quando o time está jogando.
Mas Copa é outra coisa, até porque a segunda que acompanhei teve justo Brasil e Itália na final, e Brasil ganhando em um jogo de raça. Com essa Copa, memórias vem, como o fantástico gol do Branco (que muitos desacreditavam) na Holanda.
Aí puxei esse vídeo porque foi um momento de felicidade, eu diria. Quando aquela bola de futebol levantou voo, por um instante, todos olharam querendo confirmar o que havia acontecido. E havia acontecido:
Pra manter o clima de felicidade: Heroes foi cancelada.
Bom, decidi diminuir minha frequência no Twitter para produzir mais textos pra cá, incluindo análises de Lost e tal. Mas não podia deixar essa passar.
Pomplamoose é uma dupla, formada por Nataly Dawn e Jack Conte, e eles fazem covers superbacanas, só com overdub de voz e bateria, xilofone e tal. Eles jogam take em cima de take. Afinal, são só os dois.
A heart that's full up like a landfill, a job that slowly kills you, bruises that won't heal. You look so tired-unhappy, bring down the government, they don't, they don't speak for us. I'll take a quiet life, a handshake of carbon monoxide,
with no alarms and no surprises, no alarms and no surprises, no alarms and no surprises, Silence, silence.
This is my final fit, my final bellyache
with no alarms and no surprises, no alarms and no surprises, no alarms and no surprises please.
Such a pretty house and such a pretty garden.
No alarms and no surprises (get me outta here), no alarms and no surprises (get me outta here), no alarms and no surprises, please.
O Fala Série Schias, com apoio da Kombo Podcasts, lança uma promoção!
É simples: Você vai no Fala Série Schias e, logo de cara, vê ESSA imagem. Aí manda e-mail para dimensaonerd@gmail.com dizendo, da esquerda para a direita, por linha, quais séries estão representadas ali.
Pode mandar quantos e-mails quiser. O primeiro totalmente certo é o vencedor.
Lembrando, claro, que os editores do Fala Série, assim como os sócios da Kombo, o Diretor de Criação e a Ombudsman, não podem participar.
O primeiro é que terminei "De Olho Em Springfield", livro com curiosidades dos Simpsons. O autor não falha ao provar que é fã, mas tem um ou outro errinho nas informações. Sem contar que ele mesmo diz que a Globo, quando pegou a série das mãos do SBT, pulou temporadas, mas descreve todos os episódios que a Globo pulou - alguns até contando o final, estragando a piada-gancho que faz o episódio ser ótimo.
Já "Agente 86 - O Velho Truque do Livro Cheio de Curiosidades", de Odair Braz Jr., mostra que ele é fã, mas também que não perdeu a mão para bons textos. Direto, leve e completo, o livro fala da série mais bacana sobre espiões e tudo mais, criada por Mel Brooks. Excelente. Li em dias.
Ainda hoje tive uma cena que fez meu dia.
Hoje fui falar com uma moça com quem convivi durante todo o ano de 2oo9. Invadi a sala onde ela estava. Quando ela me viu já tremeu. "Vem pra cá logo" foi a minha maneira simpática de chamá-la pra dar o presente, mas eu que ganhei o presente, na forma de um forte abraço e os olhos dela marejados, ainda dizendo que estava até com saudades.
Sem dúvidas ela tem muito potencial e espero que ela saiba disso, mas não sabia que eu teria qualquer importância pra ela, ainda mais assim.
Foi um daqueles abraços tão fortes que pode-se dizer que toda a energia positiva se manifestou. E olha que entendo disso.
Terminei um dos maiores livros que já vi na vida - acho que só perde pra Bíblia e pro volume único de Senhor dos Aneis: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer.
O livro traz, claro, 1.001 discos resenhados por críticos renomados (muitos deles reconheci o nome de cara), por ordem cronológica. É interessante fazer essa viagem de 1955 a 2007, vendo de Frank Sinatra a Klaxons. As bandas que foram transgressoras e aquelas que seguiram suas influências, conscientemente ou não.
Um ótimo livro, com uma pequena derrapada nos anos 90 com muito rap e alguns elogios a mais do que Hybrid Theory, do Linkin Park, merecia.
O Dimensão Nerd dessa semana promete. Até porque deu trabalho pra mim e pro Tiago.
Principalmente porque são DOIS PROGRAMAS.
A gravação, com a incrível Laila Flower e com os inteligentes Gabriel Pires, Marcus Nunes e Paulo Patux (e Yasmine no Show do Intervalo), rendeu pra caramba, e não restou outra alternativa a não ser lançar em dois programas, 80A e 80B.
Os títulos e vitrines são complementares.
Se você duvida, segue a imagem na íntegra. Tente desvendar:
Como o pulha do Tiago Andrade pediu, vou fazer minha lista de músicas favoritas do Bob Charles, mas ao invés de 5 serão 7...
7 - 120 ... 150 ... 200 km por hora Um dos maiores dramas em música, Roberto fala que está fugindo de seu "mundo assombrado, de tristeza", completando com "estou a 140, fugindo de você". Aquela sensação de que o fim de um relacionamento é o seu fim é estuporado aqui no seu limite de solidão:
6 - Detalhes
Pode reclamar que ele toca essa todo ano nos especiais de fim de ano, mas a verdade é que a poesia de "Detalhes" é quase insuperável em língua portuguesa.
5 - Eu te Amo Eu Te Amo Eu Te Amo
Tem como ser mais direto falando que o "tanto tempo longe de você" pode ser dez minutos e "a distância não vai me impedir" pode ser de 2 metros?
4 - Você Não Serve Pra Mim
"Sinto demais, porém agora tenho que lhe explicar. Você comigo não combina, não adianta nem tentar. Não vejo mais razão nenhuma para continuar." Se ele sofrendo é pra sofrer junto, essa é uma das músicas mais DIVERTIDAS de sua discografia! Pura Jovem Guarda, bicho!
3 - É preciso saber viver
Um conselho de que você deve sempre buscar o caminho do bem na sua vida e aproveitar isso de uma maneira saudável. A versão dos Titãs foi uma das melhores covers que já fizeram dele.
2 - Um Leão Está Solto nas Ruas
"Um leão está solto nas ras Foi descuido do seu domador Sei que ele está faminto Não come desde ontem"
Ele falava do que? De sua própria "fome" indomável? Da censura? Hein? Hein?
1 - Todos Estão Surdos
Se você não entender essa mensagem entre o Sagrado e o Quebrado... abraço.
Conversa entre este escriba e Tiago Andrade, aniversariante do dia:
- Ô, e como teve nego foda da podosfera fazendo aniversário hoje. - Nah... só o Guanabara.
Teve mais gente foda fazendo aniversário hoje, como o Álvaro, MussumAlive e, dizem pelos vinhedos, o Marco, mas é bom dizer aqui parabéns pra esse Fígado Em Calda (ele mesmo que se chama algo assim).
Parabéns, seu pândego! Haja paciência pra me aguentar de sócio! uhauhahuahua
Quando eu era jovem, parecia que a vida era tão maravilhosa, um milagre, era bela, mágica E todos os pássaros nas árvores, cantando tão alegremente, oh felizmente, oh fantasiosamente me observando Mas então eles me mandaram para me ensinar como ser sensato, lógico Oh, responsável, prático E então eles me mostraram um mundo onde eu podia ser dependente, cínico, intelectual
Tem vezes quando o mundo todo dorme As perguntas vem tão profundamente Para um homem tão simples Você não vai, por favor, me contar o que aprendemos Eu sei que parece absurdo Mas me diga quem eu sou Eu disse que agora tome cuidado com o que diz que te chamarão de radical, liberal, fanático, criminoso. Você não vai assinar seu nome? Gostaríamos de sentir que você é aceitável, respeitável, apresentável, um vegetal! Oh toma essa!
Mas a noite, quando o mundo todo dorme, as perguntas vem profundas, para um homem tão simples Você não vai, por favor, me contar o que aprendemos Eu sei que parece absurdo Mas me diga quem eu sou Quem eu sou Quem eu sou Quem eu sou
Para ilustrar esse tipo de data, geralmente pegam imagens de mulheres amamentando, ou com uma criança... ou pegam uma foto daquela musa sensacionalmente bem curvilínea.
Vamos SEM ilustrações. Afinal, toda mulher é mãe, é amiga, é linda, é protetora...
Bom, pra que ficar com textos piegas?
Esse texto é pros homens, ok?
Caras, a verdade é que se criaram algum ser mais bonito que a mulher, tá em Pandora e nem o James Cameron descobriu. Com variações diversas, cada mulher traz como corpo o frasco de um perfume que nos deixa inebriados todos os dias. E convenhamos que tem alguns frascos que nos hipnotizam com suas curvas.
Mas não quero falar nada de cunho sexual, mas sim de que esta essência que está nelas é que permite, além da genética, gerar vida, e essa vida tem ligação com ela pra todo o sempre. Todo ser é ligado à sua mãe porque esta, em um gesto único, lhe deu parte de si para que existisse. E toda mulher é mãe, mesmo que ainda não tenha gerado um filho. Posso dar mil exemplos de mulheres que possuem essa delicadeza natural, esse instinto de preservar quem querem bem.
Bom, aí algum homem diz que as mulheres são indecifráveis, e que não sabemos o que elas querem. Ao contrário do que diz em alguns livros, a resposta para a vida, o universo e tudo mais está em cada uma e em todas elas. Talvez o melhor seja amá-las e ser feliz por ser amado por elas.
Por isso quero agradecer a todas as Lucianas, Marcias, Fernandas, Priscilas, Micheles, Shaialas, Beatrizes, Eunices, Vitorinas, Tatianes, Anas, Giovanas, Robertas e a todas que não foram nomeadas aqui. Cada uma de vocês traz algo maravilhoso para nossas vidas.
Bom, ontem foi o Oscar, e todos palpitam sobre as decisões.
Avatar, de James Cameron, teve 9 indicações e muitos apostaram como o grande vencedor da noite. Do outro lado vinha Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, ex-mulher de Cameron, lançado de forma independente e, aqui no Brasil, direto em DVD.
Bom, é sabido que a Academia adora filmes de guerra e filmes independentes, mas também adora Cameron. O grande problema de Cameron é que seu filme, ao contrário de Titanic, não é baseado na interpretação, mas nos efeitos. A Academia nunca foi fã de um filme que existe por conta dos efeitos (convenhamos, Avatar é fantástico, mas seu roteiro não é Magnólia).
Sendo assim, Avatar ficou com efeitos visuais, fotografia e direção de arte, categorias técnicas onde era MUITO merecedor. Guerra ao Terror ficou com Direção, Filme, Edição, Mixagem de Som, Edição de Som e Roteiro Original. Claro que possui aspectos técnicos, mas mesmo o editor precisa pegar o "feeling" do filme, do que a direção quer passar. Acho que os dois filmes mereceram o que levaram.
Jeff Bridges é um baita dum ator e agora levou o Oscar merecido. Christopher Waltz despontou em Bastardos Inglórios como Hans Landa e ficou óbvio que era o maior merecedor de Ator Coadjuvante.
Agora no lado feminino... Mo´Nique, ao meu ver, não supera Penelope Cruz em dez anos. Cruz é uma atriz completa que muitos não sacaram ainda. E Sandra Bullock não me desse. Sempre com as mesmas caras, com a mesma falta de interpretação... Nem falo de Meryl Streep, sempre merecedora, mas tinha Helen Mirren.
Mas bom mesmo é que Up ganhou Animação e Trilha Sonora. O filme é uma obra-prima. Só digo isso.
(E eu, se fosse casado com a Kathryn Bigelow, não separava. Ou fazia flashbacks semanais. Ô CoisalindadeDeus!)
Olha, não vou me alongar porque quero resenhar pro Santa Película, mas já digo:
PERCY JACKSON É LEGAL!
Desde os créditos iniciais, bem sacados e calmos debaixo d´água, à Annabeth e a forma como cada deus grego foi interpretado. Sem contar que Melina Kanakaredes como Athena é o casting mais bem acertado dos últimos tempos. Ela é a cara da Athena, e não Saori Kido.
Professor de Inglês, Editor, Colunista, Designer, Roteirista, Publicitário, Ator, Dançarino e Crítico Social. Curto quadrinhos, cinema, internet, literatura e minha coleção de canecas.